domingo, 17 de julho de 2011

TO MAIS LOUCA QUE O BATMAM - A FESTA! (Dia 16 - noite)

Três horas da tarde do primeiro sabado quente do Rio de Janeiro... Lá vou eu em direção a Tijuca. Uma mochila mais pesada que a vida nas costas. Culpa da irmã de Lara : "Lá faz muito frio! A gente congela lá!"

Pausa para esclarecimento: CARIOCA NÃO SABE O QUE É FRIO!!!!

Se você está acostumada a pegar de 13 a 9 graus na madrugada, em uma terra seca, onde o frio entra no osso, pq não há prédios suficientes para parar o vento; você não vai achar que 19 graus é frio. Basta um casaco.

Pegar um metrô pra Tijuca não é apenas o caminho para a casa de uma amiga, é o aprendizado do trajeto que futuramente eu farei do trabalho para casa. Ao pegar o metrô, eu me lembrei porque gostava tanto de andar de ônibus na adolescência: adorava ver os tipos diferentes que seencontravam no onibus, observava cada um detalhadamente.

Chego na Sans Penha e espero Lara, pra me ensinar o resto do caminho. Uma voltinha... uma sacolinha... promoção ma Mercato e uma paixão intantânea por uma jaqueta de veludo verde.

Lara chega. Vestido listrado, creme no cabelo e unhas molhadas, tempo curto. "Estamos atrasadas amiga."

Troca de roupa, maqueia, come (até então eu não tinha almoçado), fofoca (sempre há tempo pra fofoca)... O tempo voa e já são vinte pras seis... a van saia as seis. Corre, liga pra um, pra outro, pega taxi... "segura a van"... duas ligações de "cadê vocês?" , e enfim estamos dentro da van.

A festa, que era pra ser uma simples festa junina de familia, se tranforma pelas histórias em um evento épico. Ouvimos sobres pessoasque estavam tão bebadas que achavam que o mundo ia acabar por causa de uma chuva. As pessoas riem, choram, caem de cara na lama, perdem a noçào da realidade... e nós, estreantes da festa, aguadavamos ansiosamente.

Pausa para o esclarecimento 2: existe um municipio do Rio chamado Raiz da Serra, então cuidado quando você diz que vai pra raiz da serra (no casso o pé/início da serra carioca), por que você pode parar no lugar errado.

Chegando lá, uma chácara fofa, muito bem enfeitada. Começamos o social e logo após "os trabalhos"...

Comidas deliciosa... bonsdrinks, bonsdrinks... e nada! bonsdrinks, bonsdrinks... não estou bêbada... bonsdirnks, bonsdrinks... e começa o forró..

forró

forró

forró

sertanejo

sertanejo...

samba?

Como assim?

Nessa hora todos saem e começa uma discursão sobre sotaques, e termos. "O que é um Baú?" "Pegar o beco?" "Vocês chiam!!! - Nã0! - Sim. -Nã0. -Sim!"

A quadrilha foi a mais bagunçada que eu ja vi. Com direito a grande roda fazendo: Você, você, você, você quer?"

Volta o forró... e aparece na cena a batida de amendoim.

Uma... duas ... três... um foró... gira.. gira... e lara grita:

"TO MAIS LOUCA QUE O BATMAM!!!" Eu olho e faço a mãozinha "Fala com o batmam!".... risos histéricos...

Mais papo... mais bonsdrink... e o alcool bate... e o funk bate... e chão, chão chão. "Nossa... Tá demais hein?"

Essa é a cantada mais usada no Rio. Já perdi as contas de quantas vezes ouvi isso na rua...

Mais chão,chão, chão.

E começa o flerte de Lara, e a minha procura pelo cartào que caiu do bolso... Acho o cartão! Alivio.

E Lara começa a falar, e eu a observar o flerte. E nos avisam... a van chegou. A festa acabou. A fofoca começa... e com ela a longa noite analítica dos acontecimentos...

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